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Ronaldinho é o melhor do mundo! É muito fácil dizer isso agora: o cara tá arrebentando com todas as partidas, quando ele não joga o Barcelona empata, faz gols cada vez mais bonitos (e até "quase gols", como a bola no travessão de hoje). Mas ainda há quem diga que Ronaldinho Gaúcho engana, que é só firula, ou a "menos injusta" de todas, de que ele não joga nada na Seleção. E, por não ter feito nada na Copa, não mereceria nem ser lembrado como candidato a melhor do mundo. Sei que futebol não é lógico, mas eleger Ronaldinho como o maior jogador do planeta é ser racional. Vamos pensar: até maio deste ano, quando acabaram o Campeonato Espanhol e a Copa dos Campeões, quem foi o melhor? Ronaldinho, sem dúvida! Destruia todos os jogos e adversários, até em 0x0. Sim, teve atuação apagadíssima no jogo contra o Arsenal, na final do campeonato europeu, mas dá pra considerar isso depois dos espetáculos contra Chelsea e Milan, dentro ou fora do Camp Nou?! Bom, aí começou a má fase. Ficou cerca de um mês na festa que foi a preparação do Brasil para a Copa, com direito até a alguns jogos caça-níqueis - chegou até a sofrer uma bizonha falta de um bandeirinha quando foi cobrar escanteio, lembram?! Enfim, praticamente não entrou em campo na Copa, mas não canso de repetir que Parreira é muito culpado! Onde já se viu o melhor do mundo cobrindo subida do Cafu?! Enfim, a nuvem negra continuou sobre Ronaldinho no início da temporada européia, a imprensa espanhola (disparada maior fã do craque) chegou até a questionar sua presença no Barça. E o camisa 10 foi sumindo dos noticiários, parecia que os dois anos maravilhosos foram apenas uma longa e espetacular fase - admito que até eu pensei nisso. E de repente, como todo gênio do futebol que decide a partida quando menos se espera, Ronaldinho reencarnou o papel de afirmar a "Era Ronaldinho" no futebol. Eu costumo dividir a era do esporte mundial em algumas épocas, e como o futebol só teve importante aparência no planeta todo a partir de 50, começo com a "Era Puskas, Di Stéfano e Real Madrid", na década seguinte começou a mais maravilhosa, "Era Pelé", depois começou a "Era Maradona", e o esporte deu uma estagnada. Grandes jogadores apareceram, como Zico, Falcão, Roberto Baggio, Romário, Ronaldo, Zidane, Platini, Bergkamp, mas nenhum dominou completamente o mundo da bola. Encantaram e ganharam/ganham muitos títulos, mas sem cravar seu nome - tanto isso é verdade, que apenas três dos que citei (Romário, Ronaldo e Zidane) venceram uma Copa do Mundo. Para os que ainda insistem em comparar Ronaldinho com Cannavaro e Zidane, também tenho argumentos. Sim, foram disparados os dois melhores jogadores da Copa do Mundo. Porém, sem desmerecer o maior evento do esportivo da história, o que fizeram no 1º e 2º semestre? Zidane é um dos melhores jogadores que vi jogar, e ainda surpreendeu: pelo que jogava no Real, parecia que apenas passearia na Copa e nos brindaria com alguns dribles geniais. Fez isso, mas também carregou a França ao vice-campeonato, e se não fosse o Materazzi... Cannavaro foi a maior barreira da Copa, só comparável ao seu companheiro Buffon; deu carrinhos perfeitos, enxergou o jogo na saída de bola, liderou a Itália nos bons e maus momentos e, principalmente, conseguiu manter a zaga italiana como intransponível mesmo tendo ao lado um dos piores e o mais desleal zagueiros que o mundo já viu: Materazzi. Palmas ao Cannavaro, mas depois de um 1º semestre sem muito brilho na Juventus (tudo bem que beques não se destacam muito, mas o próprio capitão do tetra italiano provou que isso é possível no Mundial), amarga uma sofrível fase do Real Madrid na zaga, que só tem melhorado agora. Ronaldinho reviveu o futebol, trouxe de novo aquela imagem de torcedor adversário batendo palmas para quem destrói sua defesa. Cada drible, cada passe tem uma característica particular. A "Era Ronaldinho" está mais do que consolidade, e não tem como não ganhar! E acorda Dunga! Escrito por William Correia às 20:56
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Palmeiras: planejar para não depender mais da Ponte A situação do Palmeiras no Brasileirão é rídicula. Comecei o campeonato reclamando que não iria me contentar com uma "simples" vaga na Libertadores, queria título; hoje, o clube se satisfaz com a obrigatória presença na Primeira Divisão. Acredito que o time ficará na Série A por derrotas certas da Ponte, e não por vitórias do Verdão. O que será que acontece no Palmeiras?! Na minha opinião, os problemas são muitos, envolvem até torcida, e só mudando praticamente tudo para sair desse jejum. Em primeiro lugar, a equipe precisa de planejamento, não só anual, mas para se manter forte por um bom tempo. Hoje em dia, não se sabe nem o que fazer em 2007! Isso está longe de ser profissionalismo! A primeira mudança é na política de contratações: antes, tínhamos um presidente que gastava pouco, e ganhávamos menos ainda; agora, o presidente gasta muito, continuamos sem título, e até o salário atrasou – coisa inédita no Palmeiras. Tem que contratar certo, para a posição certa, pagando o preço certo. Sem ouvir muito empresário, olhar para as necessidades do time antes de satisfazer o amigo empresário. Mas isso é básico em qualquer clube que quer ser campeão... Outra coisa é dispensar jogadores caros que não dão certo, a começar pelos Marcinhos. Custaram muito, e não estão jogando nada. Paciência, manda embora. Custa mais mantê-los sem produtividade alguma. Além deles, tem que fazer uma bela limpeza no elenco. Jogadores que chegaram esse ano ou que estão lá há tempos sem rendimento têm que ir embora, como Márcio Careca, Daniel, Amaral, Roger Bernardo, Roger Silva, e assim vai... Para mim, o segredo é aproveitar a liderança técnica e pessoal de Edmundo, Paulo Baier e Marcos (esteja este no banco ou não), e fazê-los carregar o time nas vitórias e derrotas. Fatalmente um novo ídolo apareceria graças às costas largas desses três. Pode ser até alguém que já está no próprio elenco agora, mas vai aparecer. Outra sugestão é pensar novo, pensar grande. Na minha opinião, Jair Picerni não parece ser o cara certo para guiar o time para um triunfo. É motivador, ousado, mas acho que falta nele aspecto tático e pensamento a longo prazo. É muita emoção, e o que falta no Palmeiras é razão. Perdemos a chance de manter um dos melhores técnicos em termos de planejamento no mercado, que é o Tite. Não que seja um grande treinador, mas pensa na frente, planeja e cumpre. Saiu graças ao amadorismo de Salvador Hugo Palaia – que também deveria sair para renovar as idéias palestrinas. Mas um fator muito importante é a torcida. Hoje meu irmão comentou que agüenta os resultados atuais para comemorar título daqui a três anos... TRÊS ANOS !!! Ou seja, completaríamos um jejum de DEZ ANOS !!! Será que dá para segurar tanto tempo?! Em termos de planejamento, meu irmão está certo, vendo que o São Paulo começou a formar um pensamento de time campeão em 2002 para faturar Paulista, Libertadores e Mundial em 2005. Mas alguém vê no Palmeiras uma mentalidade que pensa tão na frente? Não é acreditar e se contentar com pouco? É isso que precisa mudar! Chega de comemorar quarto lugar ou permanência na Série A! É título, o Palmeiras precisa de título! Deixa que a torcida use a emoção para cobrar e comemorar, à diretoria cabe pensar, planejar, contratar, ouvindo a voz da razão. Futebol vitorioso sempre teve essa visão, só falta o Palmeiras enxergar. Escrito por William Correia às 23:58
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"Ei, ei, ei, Taddei é nosso rei!" (?!) Para quem não viu, clique aqui e veja um inacreditável drible aplicado pelo ex-palmeirense Taddei, hoje titular da Roma. Ele é, de longe, o jogador mais surpreendente que vi nesses 20 anos de vida. Não que eu o considere um ótimo jogador (aliás, bem longe disso), muito menos que eu esteja pedindo para o Dunga convocá-lo. Mas sua história é quase tão inacreditável quanto seu drible. Taddei saiu do Palmeiras como um dos jogadores mais grossos revelados pelo clube (eu estava/estou na turma que acha isso), e foi para o desconhecido Siena, da Itália. Levou o time à Série A como o grande craque da equipe, e, anos depois, foi pivô de um desentendimento entre Siena e Roma, que teimava em levá-lo. Chegou a ficar seis meses sem jogar por birra do presidente do Siena. Acabou indo para Roma. Para quem saiu do Brasil como ele saiu estava bom, não? Parece que não. Foi convidado a se naturalizar italiano rapidamente para ser convocado pela Azzurra; recusou a convocação antes mesmo que ela existisse, pois queria jogar pela Seleção Brasileira. Para completar, em um jogo contra o Olympiakos, pela Copa dos Campeões, inventou essa finta, que batizou de "Aurélio" em homenagem a um auxiliar-técnico do Roma. É mole ou quer mais? Como diria meu pai: "Ei, ei, ei, Taddei é nosso rei!" Escrito por William Correia às 00:27
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São Paulo campeão, mas quem foi o melhor jogador? São Paulo tetracampeão brasileiro, com méritos indiscutíveis – diferente do ano passado, onde juízes claramente decidiram o campeonato. E, pela quarta vez, o título veio com um empate no jogo decisivo: em 77, 0x0 com o Atlético-MG no Mineirão e vitória nos pênaltis; em 86, eletrizante 3x3 no Brinco de Ouro contra o Guarani e triunfo novamente nas penalidades; em 91, a vitória por 1x0 no primeiro jogo no Morumbi fez com que o 0x0 em Bragança Paulista, contra o Bragantino, valesse o tricampeonato; e em 2006, pela primeira vez em casa, 1x1 com o Atlético-PR e a taça na mão. Fui ao CT do São Paulo na véspera do jogo contra o Flamengo, na primeira rodada do Brasileiro, e o Marco Aurélio Cunha, diretor de futebol, dizia: "Não sei da Libertadores, mas garanto que ganharemos o Brasileirão". Dito e feito; com planejamento e elenco, se vai longe no futebol. Parabéns aos jogadores e ao eficiente Muricy. Mas uma pergunta não quer calar: em um campeonato com nível técnico tão baixo, quem foi o melhor jogador? Essa dúvida me apareceu semana passada, e o nome do ala/meia Souza, do São Paulo, me veio na cabeça quase que automaticamente. Pensando bem depois, conclui que o melhor do campeonato é o regular e, ao mesmo tempo, decisivo Mineiro, mas a lembrança do Souza não foi de todo ruim... Todos sabem das qualidades do Mineiro, volante que ataca e defende com eficiência, que preenche todos os espaços do campo (Souza disse que "do nada ele brota do campo") e faz gols decisivos de todos os jeitos, de fora da área, cara a cara com o goleiro... Foi o melhor sim! Porém, temos que reconhecer o belo campeonato do Souza. Trocou de posição e impôs velocidade no jogo do São Paulo. Apareceu bem sempre, cruzando ou chutando, e, na minha opinião, cobrindo muito bem o irregular Danilo e/ou Lenilson. No meio ou na lateral, foi ótimo. Também me sinto na obrigação de citar Cícero e Soares, uma dupla afinada que colocou o Figueirense na briga por vaga na Libertadores. Principalmente o Cícero. Não sei se foi fase ou se em outro lugar darão certo, mas são destaques do Brasileirão 2006. No meio de tantos nomes, minha maior certeza é a revelação: o goleiro Diego, do Palmeiras. E, segundo a Bola de Prata – que considero o melhor prêmio do Brasil – concorre à melhor do campeonato. Quem é palmeirense ou viu jogos do Verdão constatou que achamos mais um "santo" para a nossa galeria, e a Série B só não deve voltar a nos assombrar graças a ele. Se Marcos não voltar em 2007, a convocação de Diego torna-se um caminho sem volta. Aos 24 anos, o cara já mostrou que é craque no gol. Escrito por William Correia às 00:06
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BLOG DE VOLTA Depois de quase seis meses, volto a postar no blog. A faculdade e o trabalho exigiram muito do meu tempo e ficou impossível publicar algo por aqui. Mas esse tempo foi bom para repensar o conteúdo do blog, e algumas pequenas mudanças vão acontecer. Vou deixar de escrever o que todos escrevem, trazer algo diferente para cá. Não sei se alguém vai perceber alguma coisa, mas de qualquer forma espero que fique bom! O assunto continuará sendo futebol, com certeza! E os princípios são os mesmos do meu primeiro post, quem tiver paciência é só descer a barra. E a partir de agora transformarei postar em uma rotina, para não parar mais! Boa sorte para mim e para quem ler nessa volta! Escrito por William Correia às 23:17
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Em jogo igual, vantagem é gaúcha O último evento futebolístico da agitada quarta-feira será um dos mais esperados do ano: a final da Libertadores, entre Internacional e São Paulo, no Beira-Rio. Os gaúchos começam com a grande vantagem de precisarem apenas empatar em um estádio lotado de colorados àvidos pelo primeiro título sulamericano, mas os paulistas têm a seu favor na busca pelo tetra uma excelente equipe, um brioso treinador e enfrenta Abel Braga, um técnico marcado por vice-campeonatos. Não bastasse a disputa pela cobiçada taça, o jogo reserva muitas outras atrações. Do lado sãopaulino, a novela Ricardo Oliveira acabou, e o camisa 12 está confirmado no comando do ataque tricolor. Além disso, a partida deverá ser a última de Lugano pelo São Paulo (estaria negociado com o turco Besiktas, de Alex e Zico), e há chances também de ser a despedida de Muricy, que tem proposta do japonês FC Tokyo, hoje treinado por Gallo. Porém, dentre todos esses detalhes, somente outros dois farão grande diferença em campo. O primeiro é o mistério sobre o substituto do suspenso Josué: o mais provável é o "curinga" Richarlyson, garantindo movimentação e rapidez na saída de bola, mas ainda há a ofensiva possibilidade de Ilsinho assumir a lateral direita (Souza jogaria no meio) ou a previsível entrada de Ramalho, volante que ficaria de "cão-de-guarda" dos três zagueiros e liberaria Mineiro para o ataque. O segundo detalhe é saber como os sãopaulinos reagirão à trágica morte de Weverson e à difícil situação de saúde do terceiro goleiro Bruno; quando coisas desse tipo acontecem, ou o time entra abatido demais ou corre como nunca atrás da bola para homenagear quem se foi, e a experiência do São Paulo e seu técnico me levam a crer na segunda opção. Da parte colorada, também haverão despedidas: o beque Bolívar vai para o Monaco, da França, enquanto o bom ala Jorge Wagner tem proposta para ser companheiro de Ricardo Oliveira no Bétis, da Espanha. Entretanto, o que se destaca é a tentativa de "embaralhar" Muricy adotada por Abel Braga, que promete só anunciar o substituto de Fabinho (outro expulso na primeira partida) momentos antes do apito inicial. O mais provável é que entre Wellington Monteiro, mantendo a formação "certinha e eficiente" dos gaúchos, mas há a chance do zagueiro Índio entrar e transformar o esquema em 3-5-2. Espero um jogo mais emocionante, menos atípico que o anterior e com poucos gols, principalmente se Abel confirmar sua fama de retranqueiro e colocar o Inter marcando atrás do meio-campo, apenas esperando um erro do São Paulo para contra-atacar. Creio que os sãopaulinos serão objetivos, indo em busca de gols com cautela para as investidas gaúchas. É difícil arriscar um placar, mas, como todo amante de futebol adora palpitar, não vou resistir: no tempo normal, um sofrido 1x0 São Paulo, com o Inter garantindo o título na prorrogação. Escrito por William Correia às 00:34
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Jogo de estréia de Dunga é caça níquel, político ou os dois? Amanhã, às 15:10, ocorrerá a estréia de Dunga como treinador no jogo Brasil X Noruega, em Oslo. Minha expectativa para a partida? Nenhuma. Além de todos os grandes astros estarem fora da partida - apenas Robinho deve jogar -, o confronto só gerará alguma repercussão se a Seleção sofrer um mais do que improvável goleada. Duvido que alguém se arrisque a analisar desde já o desempenho do capitão do tetra no comando da equipe canarinho, até porque isso seria impossível em mais um amistoso caça níquel da CBF. Aliás, mais do que monetário, a partida tem uma importância política... Pela primeira vez em todas as Copas do Mundo, o Brasil não se preparou em território nacional, preferindo os dólares de Weggis à belíssima estrutura gratuita da Granja Comary. E, se a Seleção conquistasse o hexa, o primeiro jogo após o triunfo seria o de amanhã, na Noruega. Ou seja, além de o time canarinho não fazer a famosa partida de despedida antes do Mundial, também não faria o popular jogo de "apresentação da taça à torcida”; tudo isso seria feito na Europa... Aí eu me pergunto: porque será que Ricardo Teixeira está utilizando tanto o Velho Continente para exibir a Seleção Nacional? Será que, mais do que ganhar dinheiro com seus astros, o Brasil não estaria sendo usado como um trampolim para as aspirações do dirigente em ser presidente da FIFA? Concordo que a maioria dos convocados esteja jogando na Europa, é inegável que os melhores estão lá. Mas também não tenho dúvidas ao afirmar que as chances de comandar a FIFA aumentam muito quando se transforma a Seleção Brasileira em Seleção para o mundo... Escrito por William Correia às 23:42
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Leão no Corinthians: sucesso de curta duração Exibindo o mesmo de ar de salvador da pátria de quando assumiu o Palmeiras há pouco mais de um ano atrás, Emerson Leão deu hoje a primeira entrevista como técnico do Corinthians. O discurso de sempre: subida rápida, time unido e disciplinado, resultados e garra. O ex-goleiro promete tudo que qualquer treinador diz ao assumir um time em crise, mas a diferença é que ele cumpre. Mesmo com a situação do alvinegro sendo hoje pior que a do Verdão do ano passado, não há como duvidar da capacidade do polêmico comandante. Acredito que Leão é o nome que o Corinthians precisa, vai colocar todos esses egos inflados nos eixos e a permanência na Série A está mais do que garantida, ouso dizer que a equipe terminará pelo menos entre os dez primeiros. Porém, o que devia preocupar os corinthianos é a birra do técnico com argentinos; não será surpresa se Mascherano e, principalmente, Tevez deixarem a equipe ainda em agosto. Além disso, Leão é reconhecidamente um "treinador com prazo de validade": nenhum jogador agüenta por muito tempo ser xingado e cobrado em público (na maioria das vezes via imprensa), ter que acordar cedo muitas vezes por capricho, sem contar as mordomias que terão fim. Se fosse para apostar, diria que o ex-palmeirense permaneceria no Parque São Jorge apenas até o final do ano, quando nem ele nem o clube se suportariam mais - como em toda equipe que Leão comanda. Mas por enquanto tudo não passa de especulação, vamos ver... Escrito por William Correia às 23:22
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Justiça italiana faz pizza como a brasileira Já faz algum tempo que a justiça italiana aliviou as penas de Milan, Fiorentina, Lazio e Juventus, mas, como ainda não fiz nenhum comentário, vou aproveitar agora. Assumo que me iludi com as decisões jurídicas da terra da bota. Depois que a Itália conquistou o tetracampeonato, muitos disseram que a justiça amoleceria, que talvez nem os títulos da Juventus fossem retirados, e ninguém cairia, etc... Me recusei a acreditar nisso e o primeiro julgamento parecia me dar razão: Milan na Série A, mas fora da Liga dos Campeões e da Copa da Uefa, além de começar o Campeonato Italiano com 12 pontos a menos; na Série B, estariam Fiorentina, Lazio e Juventus, todos com pontuação negativa, principalmente a Velha Senhora que começaria com -30 (ou seja, praticamente rebaixada à Terceira Divisão) e tendo seu bicampeonato anulado. Todos os clubes perderiam muito dinheiro, principalmente os gigantes Milan e Juventus, com craques indo embora, inclusive boa parte dos campeões da Copa do Mundo. Mesmo assim, vi a decisão com inveja: por quê nossa justiça não é assim? Por quê não se fala mais de Edílson, ladrão confesso que hoje ganha dinheiro dando entrevistas e publicando livro sobre suas falcatruas? Por quê não se investiga mais o obscuro investimento da MSI no Corinthians? Por quê clubes devem salários aos atletas, se endividam até as calças e continuam jogando (diferente da própria Itália, que não pensa duas vezes para decretar falência de grandes clubes como a Fiorentina, em 2002, que agora voltou e errou de novo)? Enfim, foi uma inveja boa, na esperança de que os italianos eram o grande exemplo para o mundo. Porém, o que é bom dura pouco, e poucos dias depois, a justiça diminuiu as penas de todos, com o Milan disputando a Série A com poucos pontos negativos e participando da fase classificatória da Liga dos Campeões (com conivência da Uefa, que traiu seu estatuto de não permitir que clubes envolvidos em escândalos participem das copas continentais), Lazio e Fiorentina novamente na Primeira Divisão com pontos negativos também, e à Juventus não poderia acontecer nada melhor para alguém que indicou juízes por dois anos: só perdeu os títulos das temporadas 2004/2005 e 2005/2006 (este último ficou com a Inter de Milão, e o primeiro permaneceu sem dono) e se "manteve" na Série B com poucos pontos a menos... A Velha Senhora ficou sim no prejuízo financeiro, vendendo astros como Cannavaro, Thuram, Emerson, Zambrotta, Vieira e Ibrahimovic à preço de banana, sem contar com os milhões de dólares a menos com a ausência do maior torneio da Europa; mas, convenhamos, pra quem fez o que fez, tudo isso foi muito pouco. Fiquei decepcionado por um tempo com essa "pizza italiana", achei por alguns dias que a justiça brasileira era uma das poucas coniventes com corrupção no futebol. No entanto, lembrei que em julho de 2005 ocorreu uma leve virada de mesa nas Séries A e B do Calcio: no início da temporada 2004/2005, foi previsto que os quatros últimos da Série A cairiam e os quatro primeiros da B subiriam, mas, ao ver que a tradicional Fiorentina tinha ficado em 6º lugar na Segunda Divisão, a Federação Italiana decidiu mudar o regulamento e subiu seis, rebaixou o Bologna e outras coisas do tipo. Me recordo da arruaça que a torcida bolonhesa fez quando o time caiu injustamente. E hoje, um ano depois, a Fiorentina se mantém injustamente na Série A... É, a história do futebol italiano também tem seus Fluminenses e São Paulos (pra quem não sabe, o tricolor foi pra Série A-2 do Paulista em 90, mas um regulamento maluco decidia que em 91 o campeão da Segunda Divisão entraria nas semifinais da Primeira, e, num fato inédito no futebol mundial, um time foi rebaixado num ano e campeão da elite no seguinte). O que aprendi com isso? Que o futebol, como a política e muitos outros setores, é feito de homens corruptíveis; que hoje em dia só se gosta de futebol por pura paixão, sem ligar para dirigentes que parecem lutar contra ele. E esse blog só existe porque seu dono é um apaixonado pelo esporte mais querido do planeta. Escrito por William Correia às 01:09
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Para dar luz ao lanterna, Geninho saiu Com certeza há muitos palmeirenses felizes com a escolha que Geninho fez há alguns meses, quando preferiu os dólares do Parque São Jorge ao então lanterna do Palestra Itália. Hoje, quem convive com o temor da última colocação é o Corinthians, que (como na outra passagem do treinador) não teve um técnico que liderasse o grupo, dando preferência a um ídolo ex-jogador (Marcelinho) e perdendo um dos melhores volantes do mundo (Mascherano), além de não evitar inúmeras outras brigas dentro do elenco. Mais do que isso, não achou a fórmula de fazer um elenco de jogadores com muita qualidade vencer mais do que duas vezes em onze jogos, conquistando apenas sete pontos em 33. E o jogo de ontem mostrou exatamente tudo isso: um time perdido em campo, emocionalmente abalado e assustado com a fortíssima pressão da zona de rebaixamento. Enfim, concordo com o afastamento de Roger, Ricardinho e Gustavo Nery da equipe, pois há muito não eram mais do que meros figurantes no gramado, e a vitória na semana passada provou o bem que isso fez ao clube. Mas, particularmente, sempre critiquei o Geninho. É inegável seu excelente desempenho em equipes de média representação no cenário nacional, como Goiás e Atlético-PR, no entanto, em clubes grandes ele sempre saiu da mesma maneira, em meio de crise; azar do Corinthians, que vê a Série B cada vez mais perto. Mesmo assim, acho cedo para dizer que o time vai cair, o campeonato não está nem na metade e o elenco conta com jogadores como Tevez, Mascherano, Carlos Alberto, Marcelo Mattos... Está difícil, mas não impossível. E falando em rebaixamento, o Palmeiras afastou por pelo menos mais duas rodadas esse fantasma. Com um Enílton inspiradíssimo (como nunca o torcedor alviverde tinha visto), a equipe venceu o Botafogo por 3 a 1 em um Maracanã de pouquíssimos torcedores, e deu um importante salto de quatro posições na tabela - está em 12º, um ponto abaixo da zona de classificação da Sulamericana. O jogo foi feio, mas a qualidade do Botafogo é realmente pequena, e isso foi demonstrado no primeiro gol de Enílton, que apareceu livre na área e bateu de primeira na saída do atrapalhado goleiro Lopes. O Botafogo empatou logo depois, mas antes do fim do primeiro tempo o centroavante palmeirense foi malandro: empurrou de leve o zagueiro Rafael Marques, provocando um bisonho choque entre o beque e o arqueiro alvinegro; a bola sobrou limpa para o camisa 9 empurrar para as redes e fazer o Palmeiras ir para os vestiários com uma justa vantagem. No segundo tempo, os cariocas não conseguiram levar um único lance de real perigo às redes de Diego, e o time esmeraldino partiu para ampliar o placar em duas grandes arrancadas: na primeira, Edmundo saiu driblando desde a intermediária alviverde (deixou o ex-sãopaulino Alê no chão), mas a troca de passes final deu errado; depois, Enílton arrancou pela mesma faixa de campo, e com raça chegou à linha de fundo, encontrando o livre Paulo Baier na área para apenas empurrar a bola para as redes. A vitória foi importante, e a recuperação meteórica no período pós-Copa anima os torcedores. Tudo bem que a zona de rebaixamento ainda não está realmente descartada, e que a classificação à Sulamericana é pouco perto da tradição do Palmeiras, mas se a equipe demonstrar mais vezes a disposição que Enílton teve hoje dá até pra beliscar uma vaga na Libertadores. Mudando para a metade de cima da tabela, se o título brasileiro vier para o São Paulo, o clube deve muito a seus reservas, principalmente Lenílson. Na quarta partida com o time B, o clube conseguiu a segunda vitória e o sétimo ponto dos 12 disputados (mais que o Corinthians nas onze últimas rodadas); além disso, a distância para o Inter, segundo colocado, está em quatro pontos. A equipe enfrentou um adversário que não vence desde 1º de junho, mas isso não diminui a reação dos sãopaulinos ao baque sofrido com a morte do goleiro Weverson. E acho que Muricy deveria prestar mais atenção em Lenílson, principalmente com a atual má fase de Danilo. E o Santos interrompeu a subida que Luxemburgo exigiu rumo à liderança. Os primeiros 15 minutos do jogo contra o Paraná, em Curitiba, foram movimentadíssimos, com direito a dois gols, mas o empate por 1x1 prevaleceu durante o resto da partida. Porém, os santistas podem considerar que saíram no lucro nas ultimas três rodadas, porque enfrentaram os três primeiros colocados e somou sete pontos - enfrentou e venceu São Paulo e Internacional nos dois últimos domingos. Com isso, consolidou a quarta colocação, e uma vitória na Vila Belmiro contra o conturbado Cruzeiro mantém as chances de título. Escrito por William Correia às 23:21
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Numa das piores semanas da história do São Paulo, Inter 2x1 Quarta-feira, o Morumbi foi palco de um jogo estranho, onde a única coisa que seguiu o "script" previsto foram os certeiros gols de Rafael Sóbis - se bem que o próprio centroavante perdeu um gol que não costuma perder. Porém, é impossível dizer que o título já está na mão do Internacional, pois o São Paulo provou sua força no fim, quando se aproximou do empate. A partida começou complicada para o time paulista, com o tranqüilo Josué perdendo a cabeça e dando uma cotovelada na nuca de Sóbis: expulso, aos 9 minutos. Entretanto, os gaúchos não dominaram o jogo como esperado, e até Muricy errou ao não tirar um dos zagueiros e colocar um volante para dar qualidade à saída de bola (o Mineiro joga muito, mas não é dois, né?), ou seja, o "certinho" time colorado não aproveitou a chance e o inteligente treinador sãopaulino demonstrou um atípico medo. O primeiro tempo foi caminhando com iguais chances, apesar do Inter ter ficado mais tempo com a bola. E o volante Fabinho tratou de igualar também o número de jogadores nas duas equipes, dando um inútil e irresponsável tapa no ala Souza, na frente do juiz. Resultado: 0x0, dez para cada lado, um São Paulo que não se encontrou sem Josué e um Inter que ia para o intervalo com a sensação que podia ter feito mais... E começou o segundo tempo. Em pouco tempo, Sóbis mostrou seu oportunismo, agilidade e precisão nos chutes: 2x0 Inter, em pleno Morumbi com o maior público do ano. E depois o centroavante esqueceu da eficiência dos chutes, num erro que pode custar o título para os gaúchos. Então, o tricampeão mundial ganhou força e foi à frente; queria o empate, mas conseguiu pelo menos o gol de Edcarlos para diminuir o prejuízo. Ouvi muitos sãopaulinos culpando o Josué pela derrota, mas não concordo. Óbvio que o ato dele prejudicou o time, mas o São Paulo jogou pior mesmo quando o campo tinha 20 atletas. Tenho que admitir que Muricy Ramalho, treinador tão elogiado por mim, confirmou uma das principais críticas que fazem: demora muito para mexer. Era claro que o time não conseguia arriscar e fazer a transição defesa-ataque só com o Mineiro, e Júnior e Souza se mataram para tentar subir sem deixar o espaço nas costas que um volante poderia cobrir. Até hoje não entendi porque o técnico não tirou um dos três zagueiros para preencher seu meio-de-campo; não conhecia esse medo do Muricy... Sem dúvida, Rafael Sóbis foi o nome da partida. Mas, além dos dois gols, perdeu um gol que com certeza confirmaria a primeira Libertadores para o Beira-Rio. Acho que se aquela bola fosse para as redes o São Paulo não teria forças nem para marcar o tento de honra e a vantagem colorada seria quase imbatível. E para completar a semana triste do São Paulo, aconteceu algo muito pior que uma derrota: o quarto goleiro morreu em um acidente de carro, que pode deixar o terceiro goleiro tetraplégico. Difícil se levantar depois de um baque desse, mas cabe aos mais experientes transformar essa tristeza em força para conquistar mais um campeonato sulamericano. Ainda não arrisco quem levanta a taça, apesar do inegável favoritismo do Inter, que joga em casa por um empate. Futebol é imprevisível, e isso foi provado essa semana... Escrito por William Correia às 03:29
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Nos primeiros 90 minutos, São Paulo tem mais chances Amanhã à noite, São Paulo e Internacional disputam a primeira final da Libertadores da América, no Morumbi. Ao longo da campanha, ambos mostraram serem os melhores times do Brasil e da América; porém, apenas os paulistas ultrapassaram a eficiência e jogaram um futebol "redondo", especialmente contra o Chivas Guadalajara. Já os gaúchos, sempre mostraram suor, raça e coragem para saírem vencedores - aliás, só perderam o jogo de ida das quartas de final contra a LDU, no Equador, enquanto os tricampeões levaram a pior nas duas partidas da primeira fase contra o Chivas e no primeiro confronto das quartas de final contra o Estudiantes, na Argentina. Mesmo assim, acho que a tradição e a alta qualidade do futebol do São Paulo lhe dão grande vantagem amanhã, principalmente jogando em casa. É inegável que jogar com o estádio todo a seu favor motiva e ajuda demais, mas a maior força paulista (repito) está na bola, com passes rápidos e a objetividade tão cobrada por Muricy Ramalho. É difícil jogar outra vez o mesmo futebol mostrado na quarta-feira passada, mas se o São Paulo jogar com vontade e aplicação, esquecendo se Ricardo Oliveira vai ou não participar do segundo jogo (nem aconteceu o primeiro, porquê tanta atenção no que acontecerá na última partida?), as chances tricolores ampliam muito. Não se pode desprezar também o futebol "certinho" do Internacional: o time entra bem postado em campo, com cada jogador sabendo muito bem o que precisa fazer. Além disso, tem a provável volta de Tinga, importante válvula de escape nos contra-ataques e um leão na marcação; somando isso aos precisos chutes de Rafael Sóbis e à excelente distribuição de jogo de Fernandão, os gaúchos ficam perigosíssimos. Enfim, espero mais uma vez uma partida muito estudada, principalmente no início, sem nenhuma das equipes se arriscando demais. Claro que o São Paulo vai mais à frente, porque precisa fazer o resultado em casa, mas não acredito que um gol tricolor mude o planejamento do Inter para o jogo, se abrindo totalmente em busca do empate, por exemplo. Os dois técnicos e os jogadores se conhecem muito bem, são relativamente experientes e sabem como agir e reagir dentro do confronto sem prejudicar as chances na segunda final. Aconteça o que acontecer, não imagino que ocorra um placar elástico. Deve dar São Paulo, mas a decisão do título só acontecerá em 16 de agosto, no Beira-Rio. Difícil prever o final desses 180 minutos... Escrito por William Correia às 01:07
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Mesmo campeão, Flamengo tem que abrir os olhos Já faz quase duas semanas que o Flamengo conquistou a Copa do Brasil em cima do arqui-rival Vasco, mas acho que ainda não é tarde para fazer alguns comentários. Antes de qualquer coisa, o título foi merecido, e é sempre bom ver um time grande ser campeão novamente depois de estar mal há anos. Porém, o mais importante é que os cariocas conheçam suas limitações e não se iludam com o triunfo. Quando era criança, via o futebol do Rio de Janeiro ser muito forte, sendo muitas vezes maioria nas convocações para a Seleção Brasileira. Mas a década de 2000 definitivamente não é a década deles - para se ter idéia, a única conquista carioca que ultrapassou os limites do estado foi a já extinta Copa dos Campeões, em 2002, com o Flamengo. O grande problema é que eles não admitem estarem mal. Admitir está longe de se conformar; pelo contrário, só se levanta quem põe os pés no chão. Além disso, o título rubro-negro não apaga os erros que já se tornaram repetitivos: hoje, o técnico Ney Franco admitiu no "Bem Amigos", da Sportv, que tem jogador passando fome na Gávea porque não recebe o salário há algum tempo; sem contar a própria contratação do ex-técnico do Ipatinga, feita logo após a classificação à decisão da Copa do Brasil, mostrando que nunca existiu um planejamento e que nos faz pensar que o título teve uma boa dose de sorte. Confesso que pouco assisti da Copa do Brasil, apenas alguns lances de jogos do Santos e os melhores momentos das duas finais. Mas, convenhamos, o Rubro-Negro só foi pegar uma "pedreirinha" na semifinal, contra o ascendente Ipatinga, e depois o Vasco, na final. Antes disso, eliminou times como ASA-AL, ABC-RN, Guarani-SP e um Atlético-MG em péssima fase. Vejo no time do Flamengo muito esforço, mas destaco apenas as boas defesas do goleiro Diego, a vontade do meia-atacante Renato e o futebol firme e limpo do volante e capitão Jônatas. Curiosamente, os dois últimos estão de malas prontas para a Europa, o que, na minha opinião, não deixa que o campeão da Copa do Brasil tenha um destino diferente da fuga do rebaixamento. Títulos são bons, reavivam torcida e jogadores. Só não pode ser pretexto para esconder problemas, com dirigentes tomando carona na festa e deixando pra trás milhares de erros: salários atrasados, Gávea em condições estruturais patéticas, falta de água e luz... Por enquanto, todos estão empurrando isso com a barriga, mas vai ter uma hora que a inevitável queda vai acontecer, e descendo desse jeito vai ser difícil subir. Sávio - Continuando no futebol carioca, esse sábado assisti um pouco de Flamengo x Goiás, e vi um rubro-negro driblar um jogador apenas deixando a bola passar por entre as pernas, completando com um bonito lançamento ao lateral que passava. Logo me perguntei quem era o autor da bela jogada, e a câmera me confirmou com um "close": era Sávio. Não acho que ele seja um craque, um fenômeno, nada disso, mas é um cara que sabe jogar bola, com classe, leveza no toque de bola. É bom vê-lo no Brasil de novo, depois de deixar admiradores por todos os clubes que passou na Europa. Concordo que talvez não tivesse lugar para Sávio na Seleção durante toda a carreira, e por isso que comemoro seu retorno aos campos tupiniquins. Num campeonato cada vez mais parecido com o europeu, com encontrões e placares apertados, ter a chance de ver um pouco do fino toque de futebol brasileiro é um incentivo. Escrito por William Correia às 01:03
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Santos aproveitou a sorte da Libertadores Poucas vezes vi uma tabela que desse tanta sorte para um time como essa para o Santos. É fato que os dois melhores times do Brasil (e da América) são Inter e São Paulo, e o torcedor santista devia estar esperando jogos dificílimos ao ter de confrontar ambos em rodadas seguidas. Mas, surpreendentemente talvez até para Luxemburgo, a disputa paralela com a Libertadores fez as duas partidas serem perfeitas, pois Inter e São Paulo disputaram seus jogos com reservas. Concordo que os times B dos finalistas são bons, mas nada comparado aos titulares, e a equipe santista faturou seis pontos, ficando a apenas três do líder tricolor. Porém, a facilidade que o Peixe teve domingo passado não se repetiu nesse fim de semana: o jogo foi duro, os gaúchos saíram na frente, mas mais uma vez Luxa precisou trocar apenas uma peça (tirou Manzur e colocou o meia-atacante André) para mudar o panorama do jogo. 2x1 Santos, mesmo com a curiosa expulsão de Reinaldo - o atacante deu um chute na canela de Perdigão típico dos que os que os personagens do Chaves distribuem entre si, só que foi na frente do juiz. O líder São Paulo mais uma vez jogou com o time B, e começou tomando gol. O primeiro tempo foi dominado pelo Botafogo, mas a má qualidade do elenco carioca não mereceu mais que o 1x0 contra um desanimado São Paulo. Muricy Ramalho "chacoalhou" o time no intervalo, que voltou disposto a fazer o resultado e não deu outra: no início do segundo tempo, Thiago rompeu o jejum de gols e empatou a partida. Depois disso, o jogo foi perdendo a graça, e se arrastando para o final. Bom para o time paulista, que mesmo sem utilizar os titulares há três rodadas - e vencendo apenas uma delas - se mantém na liderança com a interessante folga de três pontos. Se voltar "com tudo" depois da Libertadores, vai ser difícil segurar... O Corinthians venceu depois de oito jogos, mas continua segurando a lanterna do Brasileirão. Vitórias na raça como a de sábado levantam o moral do time - que repito não acreditar que vá cair -, mas não custa lembrar que o Palmeiras só se distanciou um pouco da zona de descenso quando pôs os pés no chão e deu um passo por vez; portanto, é bom os corinthianos não se entusiasmarem demais com a vitória, pois a equipe ficará no mínimo mais duas rodadas entre os rebaixáveis (está a quatro pontos do 16º colocado). Ainda acho cedo para dizer que o Corinthians achou o caminho para a permanência na Série A ou que ainda está na ladeira rumo à Série B. E o tão elogiado Tite errou feio nesse domingo. Trocou um jovem volante que fazia boas partidas (Francis) pelo valente Marcinho Guerreiro; o problema é que Guerreiro ainda parece transtornado com a frustrada venda ao Olympique de Marselha, não jogou bem e perdeu a cabeça ao ser expulso - chutou sem razão alguma um adversário que estava no chão. Apesar da fragilidade do Fortaleza, o Palmeiras não jogava bem e ficar com dez durante todo o segundo tempo não seria fácil. No intervalo, o técnico gaúcho sacou Enilton, único atacante de ofício do time, para colocar o preterido Francis. Até aí poderia ser uma alteração normal, pois Edmundo faria a função de atacante; mas o segundo erro de Tite aconteceu aos 15 minutos, quando trocou o Animal por um aparentemente desinteressado Marcinho, que não atravessa boa fase há um bom tempo. O time cearense levava algum perigo aos paulistas, mas nada muito importante. O que preocupava era a vontade do solitário Juninho tentando resolver as coisas para a equipe esmeraldina. E tudo se complicou mais quando o atrapalhado árbitro Wallace Valente expulsou o zagueiro e capitão Daniel, por não ter devolvido a bola de forma correta aos nordestinos. Não restou outra alternativa ao Palmeiras: tinha que segurar o 0x0, e conseguiu. Um empate poderia ter sido um bom resultado, mas o problema é que o Verdão perdeu demais antes da Copa e não tem mais o direito de errar tão cedo. A prova disso é que o time está a apenas um ponto da zona de rebaixamento. Recomendo ao bom técnico Tite que confie mais nos jogadores que levantaram a equipe nas últimas rodadas, e que transtornados e desinteressados não interessam ao Palmeiras neste momento. Falhas como as de hoje custam pontos importantíssimos, mas estou gostando do trabalho do treinador gaúcho e acho que o time está no caminho certo para se firmar de vez longe dos rebaixados. Escrito por William Correia às 00:43
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Na final brasileira, dois times de Muricy Quando entrarem em campo nesta quarta-feira à noite, no Morumbi, São Paulo e Internacional estarão fazendo história: pela primeira vez, um País emplaca por dois anos seguidos os dois finalistas de uma competição continental. Mas, como disse uma vez Muricy Ramalho, deixe a história para quem já a fez, agora as duas equipes estão disputando o principal título sulamericano, e nem a boa campanha que ambos protagonizaram será lembrada se culminar com uma derrota. O mais interessante deste embate entre gaúchos e paulistas é que o atual técnico tricolor é o grande nome dos finalistas: criou o time do Inter e encaixou o São Paulo em um esquema seguro e bem jogado. E no duelo das duas criaturas de Muricy, o tricampeão leva vantagem pelo bom futebol mostrado até aqui, apesar do time do Sul ser forte e decidir em casa, não podendo ser descartado. Para chegar à sua sexta decisão sulamericana, o São Paulo demonstrou um futebol que valeu o ingresso e o frio que mais de 70 mil tricolores enfrentaram no Morumbi. É inegável que o Chivas começou melhor, com o falante e incompetente Bautista perdendo um gol incrível cara a cara com Rogério Ceni, mas mais uma vez o camisa 1 levou o time à vitória, e dessa vez sem utilizar os pés: Morales cobrou um pênalti nas mãos do goleiro são-paulino, que nem precisou se adiantar para se tornar pela enésima vez o nome mais cantado do estádio. O erro fez a ousadia do time mexicano sumir, e os paulistas se aproveitaram da ótima atuação de Ricardo Oliveira: deu passe pros dois primeiros gols (tudo bem, no primeiro ele escorregou e deu sorte que a bola encontrou Leandro, livre) e fez o terceiro. 3x0, e o São Paulo emplaca outra decisão de Libertadores, mostrando garra, técnica e habilidade. Se Muricy segurar a euforia, o quarto título estará muito próximo. Já o Inter fez campanha melhor que o tricampeão, mas complicou partidas fáceis como os confrontos contra o paraguaio Libertad. Nas duas semifinais, faltou a chegada surpresa do contundido Tinga no ataque, grande arma do time gaúcho para desmontar retrancas; mas o que mais impressionou foi o perigo que o Libertad levou ao gol de Clemer, em pleno Beira-Rio. Depois, a justiça foi feita e a vaga na final veio com dois chutes fortes de fora da área. Vejo no Inter um bom time, com a vantagem de jogar a segunda e decisiva partida com a força de seus torcedores em casa; no entanto, a equipe piorou desde que Muricy saiu e ontem demonstrou falhas na marcação que podem ser facilmente aproveitadas pelo São Paulo. Além disso, os gaúchos têm no banco um comandante com muitos mais históricos de vices que títulos: Abel Braga comandou o Flamengo derrotado pelo Santo André, o Fluminense batido pelo Paulista (ambos na Copa do Brasil), e o próprio Inter vencido pelo Grêmio na final do Gaúchão deste ano, isso sem contar as incríveis cinco derrotas nos últimos jogos do Fluminense pelo Brasileirão de 2005, que custaram a vaga na Libertadores. Enfim, não gosto do Abel e vejo esses recentes fracassos como muito mais que simples coincidências; algo falta a ele para vencer um campeonato. Mas agora só resta aos gaúchos provar que dão ao ex-zagueiro esse elemento ausente nas outras decisões... O que interessa é que o Brasil garantiu o 13º título de Libertadores. Vamos torcer para que mais finais "nacionais" aconteçam e os brasileiros consigam mais conquistas sulamericanas que as equipes argentinas, que detêm 20. Escrito por William Correia às 02:47
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